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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Mais uma historinha de conquista premeditada

Uma vez me apaixonei pelo filho de um pastor da minha igreja. Comecei a gostar dele quando eu tinha uns 14 anos e ele 18. Era um menino do tipo antipático, meio grosso, desses que você só gosta depois que conhece.

O sentimento começou platônico porque mal nos falávamos, até que o adicionei no ICQ e passamos a conversar. Um dia nossas famílias resolveram viajar juntas para a Disney, foi o máximo! Depois disso, viramos amigos.

A escola de inglês em que ele estudava ficava no caminho da minha casa para o meu colégio. Comecei a sair na rua quase toda terça e quinta-feira à tarde para encontrá-lo supostamente sem querer, dava muito certo. Ele sempre parava a bicicleta pra falar comigo.

O tempo passou e ele começou a me xavecar pelo ICQ, mas um xaveco totalmente furado. Inventei um admirador secreto pra quem eu deixava mensagens fofas no meu "about", o nome dele era Nando em homenagem ao Zé Mayer em Presença de Anita.

Após uma festinha de 15 anos, aceitei uma carona do meu target. Ao estacionar o carro à porta do meu prédio ele tentou me beijar; minhas pernas tremiam de tanto nervoso.

Por mais apaixonada que eu fosse, desviei o rosto e recusei; falei que não queria ser mais uma e que ele tinha fama de galinha. Hahaha. Deixei aquela faísca aumentar até um dia que não dava mais pra segurar! Aí eu já tinha uns 15 e ele 19.

Nós ficamos juntos 7 meses, sem contar a parte dramática que veio depois e não cabe nesse post. Certo dia, ele tentou fazer a retrospectiva do relacionamento:

Ele: Como que tudo começou?
Eu: Acho que foi pelo ICQ.
Ele: Fui eu que te conquistei, né?
Eu: Aham...

Namorico de verão

Me lembro muito bem. Estava rolando uma fogueira lá na Prainha Vermelha de Ubatuba, quando avistei um lindo rapaz moreno de olhos verdes com barba pra fazer. Falei pra minha amiga: "É esse. Espere e você verá".

Dei umas voltas pela praia até que resolvi me sentar ao lado dele, como se eu nem percebesse a sua existência. Fiquei ali na minha, cantando, até reparar que ele não tirava os olhos dos meus pés. Modéstia à parte, tenho pés bonitos mesmo, graças a Deus.

Fiz questão de deixá-los mais à mostra. Eu usava uma tornozeleira prateada com pingentes bem delicados, cabelos longos e naturais, uma saia verde comprida toda riponga e uma blusinha clara de alcinha.

De repente, o rapaz sorriu pra mim. Ao longo da noite trocamos algumas palavras e fiquei superamiga do amigo dele que, por coincidência, conhecia um amigo meu da faculdade.

Apresentei os dois a outro amigo, que estava hospedado em casa, e eles se deram muito bem. Cabe tranquilamente umas 15 pessoas na minha casa de praia, mas naquela semana só havia duas (eu e esse amigo) e dividíamos o mesmo quarto.

Os rapazes nos disseram que estavam passando o maior perrengue com pouca grana e dormindo em camping nos dias de chuva, portanto, sugeri que eles fossem lá pra casa no dia seguinte.

Eles chegaram num fim de tarde, bem quando eu estava fazendo o pé na varanda. Por mais unsexy que isso pareça, meu pretendente não tirava os olhos dos meus pés!

Hospedei os visitantes num quarto separado do nosso, afinal, tinha acabado de conhecê-los. Ficamos brothers com o passar dos dias, fizemos altas trilhas e nadamos pra caralho.

O rapaz que eu curti era biólogo. Um dia ele me chamou para andar nas pedras, no canto da praia. Me explicou sobre os plânctos, algas, ouriços e um monte de mistérios marítimos que eu ouvi com a maior atenção.

Quando mergulhei rapidinho para arrumar os cabelos, mal abri os olhos e ele me agarrou ali no mar, entre as pedras, dizendo que há dias estava se segurando pra fazer isso! Eu, "ingênua", só me demonstrei surpresa. E assim começou meu namorico de verão.

PS: Um dia ele me confessou que adorava meus pés, tinha tara mesmo por essa parte do corpo feminino.