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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

, ele murmurou, olhando pra ela

com cada vez mais desejo. Um desejo bêbado, que estava querendo fazer uma coisa que há muito já queria. Ela também olhava pra ele dessa forma. Porque no fundo eles sempre quiseram ficar juntos, em algum momento. Então se beijaram. Nooooossa! Como assim isso é tão bom!! Como assim, todo esse tempo nunca souberam? Era tudo perfeito, todos os contactos, todos os encaixes. Como duas peças de uma perfeita engrenagem, feita para funcionar junta.

Saíram da festa porque já não acharam mais ninguém lá. Lá fora estavam as amigas. Ele já não conhecia mais ninguém, além delas. Ela então levou-o pra sua casa, de táxi. Ele, ela, as amigas e um outro rapaz bêbado.

Chegaram em casa e ela foi direto para o banheiro mijar, afinal a cerveja não fora pouca. Ele olhou ao redor: um cenário já familiar, mas com algumas mudanças de decoração. Tinha vindo no apartamento das meinas outras vezes, mas sempre em festas, com muita gente.

Ela saiu do banheiro e foi procurá-lo. Encontrou-o na sala, deitado no sofá. Sem camisa. Nossa.

- Vamo lá pra dentro, aqui na sala é foda, tem as gurias...

Ele olhou pra ela, pegou sua mão e a puxou. Ela caiu em cima dele e se beijaram, num movimento meio brusco. Caíram no chão, continuaram.

- Como é que abre isso aqui?
- Tirando.

Era tudo que ele queria ouvir.

Realmente, mal era possível acreditar. Pensar, muito menos. Era tudo instinto. Até que, por instinto de não proliferar a espécie tão cedo, ele pergunta:

- Você toma alguma coisa?
- Sim, - a resposta. Mais uma vez, tudo que ele queria ouvir!






Perfeito.






Caiu no chão ao lado dela, e respirou.




* * *



Algumas semanas depois, ela chegou em casa e tirou a calça jeans. Sentiu um certo desconforto, e já não era a primeira vez.



Puta...será que ele me passou alguma coisa?