Saíram da festa porque já não acharam mais ninguém lá. Lá fora estavam as amigas. Ele já não conhecia mais ninguém, além delas. Ela então levou-o pra sua casa, de táxi. Ele, ela, as amigas e um outro rapaz bêbado.
Chegaram em casa e ela foi direto para o banheiro mijar, afinal a cerveja não fora pouca. Ele olhou ao redor: um cenário já familiar, mas com algumas mudanças de decoração. Tinha vindo no apartamento das meinas outras vezes, mas sempre em festas, com muita gente.
Ela saiu do banheiro e foi procurá-lo. Encontrou-o na sala, deitado no sofá. Sem camisa. Nossa.
- Vamo lá pra dentro, aqui na sala é foda, tem as gurias...
Ele olhou pra ela, pegou sua mão e a puxou. Ela caiu em cima dele e se beijaram, num movimento meio brusco. Caíram no chão, continuaram.
- Como é que abre isso aqui?
- Tirando.
Era tudo que ele queria ouvir.
Realmente, mal era possível acreditar. Pensar, muito menos. Era tudo instinto. Até que, por instinto de não proliferar a espécie tão cedo, ele pergunta:
- Você toma alguma coisa?
- Sim, - a resposta. Mais uma vez, tudo que ele queria ouvir!
Perfeito.
Caiu no chão ao lado dela, e respirou.
* * *
Algumas semanas depois, ela chegou em casa e tirou a calça jeans. Sentiu um certo desconforto, e já não era a primeira vez.
Puta...será que ele me passou alguma coisa?