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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Dilma, PT e a "primeira mulher Presidente": Vamos abrir os olhos?

O assunto é polêmico, então antes de começar devo dizer que não é intenção deste blog fazer apologias políticas. No entanto, todos somos indivíduos desta sociedade, na qual exercemos direitos e deveres políticos e às vezes é preciso manifestar uma voz política. Ainda mais neste perigoso ano de eleições.

Temos uma candidata à Presidência que tem real possibilidade de ser eleita. E talvez muitos não resistam a eleger a "primeira mulher Presidente" de nosso país. No entanto, é preciso abrir os olhos quanto a Dilma Rousseff e seu papel nessa mecânica de poder.

Há oito anos temos um presidente semi-alfabetizado, que fala "pobrema" e declara que "ler livro grosso dá preguiça", ou seja, um homem que não tem o domínio intelectual - fluência - nem mesmo sobre sua língua-mãe. E mesmo assim governa um País. Dilma está vindo aí para mais dois mandatos consecutivos do PT no governo e é preciso compreender o que isto significa.

Está rolando no Congresso um documento chamado Projeto Nacional dos Direitos Humanos. Pelo nome, não parece tão ruim certo? Errado. Pra quem não acompanha os noticiários - eu mesma não os acompanho, devo confessar - este documento está gerando muitas controvérsias já que propõe vários absurdos, entre eles a censura aos meios de comunicação, fim de símbolos religiosos, direitos sobre invasões de terra e várias outras propostas que seriam o encaminhamento legal para um regime ditatorial. Ah! Detalhe que este documento Lula assinou "sem ler". Realmente, sua aversão à leitura é conhecida de longa data, então isto não me surpreende.

Assista a esta reportagem da Band News revelando o documento que Lula assinou sem ler e que já passou pelas mãos de Tasso Genro (Ministro da Justiça, que semana passada deixou seu cargo para concorrer a Governador do Rio Grande do Sul nas próximas eleições), Franklin Martins (Ministro das Comunicações), Paulo Vanucci (Ministro da Secretaria de Recursos Humanos), e a própria candidata à presidência, a Ministra Dilma Rousseff.



Se você é meio cético quanto à posição da Band News, assista a reportagem da mãe-Globo sobre o assunto no blog Sketcheria, escrito pelo ilustrador Montalvo Machado. Aliás, concordo com a visão dele e é por isso que muita coisa está escrita de maneira bem semelhante ou até igual. Mas o intuito aqui não é a originalidade, e sim disseminar a informação e gerar alguma reflexão aos que eu puder impactar.

Além disso, eu também gostaria de tecer alguns comentários sobre o assunto. Primeiramente, cabe questionar: o que seriam estes "Direitos Humanos" - assim, desta maneira, com letra maiúscula, os direitos humanos como nome próprio?

Na primeira diretriz do projeto, podemos notar a inserção dos Direitos Humanos como algo a se violar. Assim, vemos que qualquer ação punitiva só será tomada caso venha a violar os Direitos Humanos. Então eu acho que me preocuparia muito também com o que está sendo “vendido” como “direitos humanos”. Quais são esses Direitos Humanos - em nome próprio?


É justamente sobre essa estranha implementação dos "Direitos Humanos" que vou me concentrar um pouquinho aqui, em mais detalhe.

Daqui em diante vou listar alguns trechos do texto do projeto, com comentários ao longo do texto. O projeto original pode ser lido na íntegra clicando aqui (formato PDF).
Em vermelho são os trechos que considero mais "perigosos". Em azul, meus comentários (é possível uma dose alta de sarcasmo).


Diretriz 1:
Interação democrática entre Estado e sociedade civil como instrumento de fortalecimento da democracia participativa.

A) a instituição, junto ao Poder Legislativo, do Conselho Nacional dos Direitos Humanos, [garantindo para ele autonomia e, mais importante, sua própria verba.]

B) Fomentar a criação e o fortalecimento dos conselhos de Direitos Humanos em todos os estados e municípios e no Distrito Federal, bem como a criação de programas estaduais de Direitos Humanos. [e que tal capilarizar por todo o Brasil os pontos de contato/controle?]

c) Criar mecanismos que permitam ação coordenada entre os diversos conselhos de direitos, nas três esferas da Federação, visando a criação de agenda comum para a implementação de políticas públicas de Direitos Humanos.

e) Apoiar fóruns, redes e ações da sociedade civil que fazem acompanhamento, controle social e monitoramento das políticas públicas de Direitos Humanos.


Depois, passamos às ações relativas a leis de imprensa e expressão. Primeiramente, a imprensa deixou de se chamar imprensa para, neste projeto, ganhar o nome de "canais de transparência".

Objetivo estratégico II:
Ampliação do controle externo dos órgãos públicos.

Ações programáticas:

a) Ampliar a divulgação dos serviços públicos voltados para a efetivação dos Direitos Humanos, em especial nos canais de transparência.

c) Fortalecer a estrutura da Ouvidoria Agrária Nacional. [ isso se integra com novas leis para o MST]


Diretriz 2:
Fortalecimento dos Direitos Humanos como instrumento transversal das políticas públicas e de interação democrática.

Objetivo estratégico I:
Promoção dos Direitos Humanos como princípios orientadores das políticas públicas e das relações internacionais.

b) Propor e articular o reconhecimento do status constitucional de instrumentos internacionais de Direitos Humanos novos ou já existentes ainda não ratificados. [ou seja, a qualquer momento podem ser implementadas novas leis, sempre dentro do guarda-chuva dos Direitos Humanos]


Objetivo estratégico II:
Fortalecimento dos instrumentos de interação democrática para a promoção dos Direitos Humanos.

Ações programáticas:
a) Criar o Observatório Nacional dos Direitos Humanos para subsidiar, com dados e informações, o trabalho de monitoramento das políticas públicas e de gestão governamental e sistematizar a documentação e legislação, nacionais e internacionais, sobre Direitos Humanos.

b) Estimular e reconhecer pessoas e entidades com destaque na luta pelos Direitos Humanos na sociedade brasileira e internacional, com a concessão de premiação, bolsas e outros incentivos, na forma da legislação aplicável. [mais a frente do documento também encontramos a proposta de anistia a criminosos políticos da época da Ditadura - seriam estes os nossos defensores?]

c) Criar selo nacional “Direitos Humanos”, a ser concedido às entidades públicas e privadas que comprovem atuação destacada na defesa e promoção dos direitos fundamentais. [e quem dará esta "comprovação", se não o Governo?]


Diretriz 3:
Integração e ampliação dos sistemas de informação em Direitos Humanos e construção de mecanismos de avaliação e monitoramento de sua efetivação.


Objetivo estratégico I:
Desenvolvimento de mecanismos de controle social das políticas públicas
de Direitos Humanos, garantindo o monitoramento e a transparência das
ações governamentais.

(...)


Enfim, não é meu desejo influenciar a decisão de ninguém. Porém, todo o texto indica a inserção de dispositivos de controle típicos de uma ditadura - que agora chega na pele de cordeiro dos Direitos Humanos.

Nada podemos fazer, além de prestar atenção e usar nosso voto para expressar uma visão política. A eleição define os rumos do nosso País e devemos usá-la para expressar aquilo que queremos para nosso país.

Um abraço.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

A primeira banda de rock só de meninas

... Em breve em um cinema próximo de você!







The Runaways:

Uma banda de rock composta só por meninas nos anos 1970 - e uma das bandas que eu mais curtia na adolescência, aquela época em que eu achava que podia mudar o mundo e ser uma Riot Grrrrl. Fica a dica de um som divertido e com espírito de revolução feminista! hahahaha

A banda era composta por Joan Jett (vocal e guitarra base), Sandy West (bateria), Lita Ford (guitarra solo) e Cherie Currie (vocal e teclado. As músicas mais conhecidas delas eram "Cherry Bomb", "Queens of Noise", "Rock n Roll", "Neon Angels (On the Road to Ruin)", e "Born to Be Bad".

Elas eram apenas adolescentes quando a banda se formou e, ao lado do produtor Kim Fowley, colocaram as mulheres na história do rock'n'roll - isso numa época em que meninas eram vistas apenas como groupies, nunca como integrantes de uma banda.

Lançaram quatro álbuns de estúdio - The Runaways (1976), Queens of Noise (1977), Waiting For The Night (1977) e And Now... The Runaways (1978) - e um ao vivo de um show no Japão.

Em 1979 a banda se separou. Joan Jett continuou sua carreira musical, emplacando hits como "Bad Reputation" e o cover do The Arrows "I Love Rock'n'roll" (que mais tarde Britney Spears viria cometer a heresia de regravar...). Cherie Currie virou atriz e atuou em alguns filmes ao lado de Jodie Foster e Demi Moore.

Agora a banda ganhou um filme, com Kristen Stewart (sim, aquela do Crepúsculo) no papel de Jett e Dakota Fanning como Cherie Currie. A história se concentra na formação do grupo e se mantém fiel aos fatos, uma vez que a verdadeira Joan Jett é uma das produtoras.

O filme estreou este ano no Festival de Sundance - e com críticas ótimas! Mal posso esperar para que ele chegue aos cinemas do Brasil!

Keep rockin', grrrls!!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

É Proibido Engordar

Há muito venho martelando na cabeça o assunto do corpo e da estética. Parece-me engraçado que ser magra/gostosa é o único caminho possível e aceitável.

Não vou me estender aqui num discurso longo e vitimizado, dizendo que a mídia nos impõe esse padrão com suas celebridades e modelos, e todo aquele blá-blá-blá. Até porque não é isso que eu penso. Penso que se já partirmos da idéia de que o discurso midiático nos é imposto, é como se estivéssemos limitando nossas possibilidades de ver o mundo.

As revistas só publicam tais discursos porque há o respaldo das leitoras, porque é isso que queremos ler. Essa ditadura do corpo parece ser auto-imposta, a tal ponto que precisamos ser magras em todos os momentos. No Natal, por que não uma ceia light?, entoavam as revistas. Parece-me que estamos trocando a felicidade pela boa forma física.

Uma coisa que me incomodou muito foi esta capa de revista:



"A atriz revela como faz para se manter bela e em forma durante a gravidez".

Será que nem mesmo grávidas, quando nosso corpo NATURALMENTE engorda, afinal estamos carregando uma vida extra, teremos a permissão de uns quilinhos a mais? Até com um filho no útero precisarei contar calorias?
E mais importante ainda, alguém acha essa imagem "bela"? É assim que você quer seu corpo quando grávida - uma barriga esticada? É esse o corpo que você quer que sua esposa tenha, quando estiver carregando seu filho?

Quando olhei essa capa, achei que essa barriga bizarra, e me agrediu um pouco, como mulher. Senti que me tiraram o direito de ser uma grávida feliz e rechonchuda um dia, e me impuseram essa barriga de ET - tudo em nome de uma suposta beleza. Sou só eu que não vejo sentido em nada disso?

Na revista Women's Health do mês de maio de 2009 temos a chamada: "Você mais saudável, magra e sexy! Comece agora!". Adoro que ser magra e sexy aparecem como premissa para tudo. E como ser saudável é o equivalente de magra e sexy.

É engraçado que uma revista que deveria falar sobre a saúde da mulher - afinal este é seu título - só traz conselhos absurdos para alcançar um padrão de beleza. O próprio slogan da revista é "Você. Só que melhor". Fica evidente aqui que o que somos e que o corpo que nos foi dado pela genética é apenas um rascunho a ser corrigido. Sempre há espaço para "melhorar". Mas o que seria este melhor?

Nas páginas da mesma revista, encontramos a seguinte reportagem: "Você é uma mulher alfa?"

"Cargo poderoso, casa dos sonhos, corpo malhado, maridão, filhos - cada vez mais mulheres conseguem chegar ao topo. São as chamadas mulheres alfa, termo emprestado da biologia que serve para identificar o melhor da espécie, o líder nato, confiante e dominador. Mas essa eficiência tem um preço: muitas divas da perfeição estão cansadas demais para curtir o ápice. Mostramos como ser uma supermulher sem comprometer a sua felicidade - e a dos machos da espécie, claro."

Não sei nem por onde começar, depois desse maravilhoso texto. Nota-se que depois de tanta auto-cobrança para ser uma "mulher alfa", o interesse do macho vem em primeiro lugar, é claro, e é a sua felicidade que não queremos comprometer.

Na mesma reportagem encontro a seguinte estatística: "43% das mulheres da classe AB dizem abrir mão da perfeição devido ao excesso de coisas para fazer". Me pergunto aqui o que seria essa perfeição, e como os outros 57% estão indo em sua busca...

Tudo isso são apenas exemplos midiáticos para um questionamento: Será que não estamos nos cobrando demais? Precisamos mesmo ser uma supermulher invencível, bem-sucedida, mãe exemplar, esposa dedicada, corpo malhado, inteligente, salário alto, puta na cama e dama à mesa?

Sugiro que, ao invés da dieta dos pontos, da melancia ou do polenguinho, optemos pela dieta do amor próprio. E lembrar que a "perfeição" talvez não exista, mas que a felicidade é sim possível.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Como faz?

Alguém me explica como faz?

Como faz pra lidar com a existência na pele de uma mulher? Como faz pra lidar com as emoções? Pra lidar com o tempo, e a falta dele?

Como faz pra fazer tcc com os olhos inchados de choro? Como faz pra cumprir as metas quando os outros te cobram mas, acima de tudo, você é que se cobra?

Como faz pra viver quando você não aguenta mais? Como faz pra viver se não dá pra dormir e acordar com todos os problemas resolvidos? Quando a vida é imperfeita e sempre haverão problemas? Quando você busca o consolo de alguém, na esperança de sentir-se melhor, e aí acaba se sentindo pior ainda?

Mas, na verdade, como faz pra lidar consigo mesma?

A verdade é que só você pode resolver o seu problema. Esta realização pode até ser desmotivadora no começo, mas ela também te dá o poder da solução, basta querer. E lembrar que o maior inimigo está dentro da cabeça.

domingo, 8 de novembro de 2009

Drink recomenda...Sofia Copolla!

Ela é tão porosinha...a gente adora!

Bom, pelo menos eu acho que ela tem um olhar único, muito feminino, e se expressa muito bem. É uma coisa que é só dela. Me encanta, simplesmente me encanta.

Enjoy!





sábado, 31 de outubro de 2009

Varieties of Women, por R. Crumb

Olá queridas mulherzinhas!

Bom, como o Drink é um espaço pra discutir a feminilidade, com seus contos, causos, confissões e tudo mais, queria trazer pra roda um trabalho de outrem, de um artista muito interessante, mais conhecido no mundo dos quadrinhos, chamado Robert Crumb!

A revista gringa de moda W pediu ao Crumb, ilustrador e quadrinista conhecido por seus trabalhos de teor satírico, que fizesse uma série de desenhos sobre a história das mulheres.

São 15 ilustras no total, que mostram mulheres da época das cavernas até Playmates, incluindo garotas de seu yearbook do colegial. Mas não espere uma visão endeusada do feminino. Aqui não há possibilidades de redenção ou bandeiras feministas, e sim o olhar aguçado e irônico de Crumb. E ponto.

Aqui no Drink tem um gostinho, mas você pode entrar no site da revista para conferir o ensaio na íntegra, é só clicar aqui. Enjoy!


(clique nas imagens para ver em tamanho grande)






quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Ela e o pai estavam na estrada. Ele ao volante, ela no banco do passageiro, puxando conversas, fazendo perguntas para que o pai respondesse e assim não adormecesse ao volante.

Foi uma longa viagem de carro e, depois de seis horas e meia de jornada, estavam chegando ao destino. Ele virou a direita e entrou numa estrada de terra menor. Andaram nela mais uns 15 minutos. Chegaram a um portão de ferro e entraram. Era um lugar lindo, com muito verde, muitas árvores. Alguns jovens estavam sentados por ali, conversando. Pareciam felizes. Pareciam não ter preocupações.

Era aqui que ela iria ficar, estudando no colégio interno.

Logo nos primeiros minutos, foram guiados até o escritório da Preceptora, que entregou-lhe as chaves do quarto que ela dividiria com outras três meninas. Também tirou-lhe os brincos, proibiu-lhe as unhas coloridas e saias, só na altura do joelho. As alças das blusas deveriam ter espessura de dois dedos. Era também proibido qualquer contato físico com o sexo oposto. Além disso, seria obrigatório assistir aos cultos da Igreja, duas vezes ao dia. Enfim, eram as regras.

Saiu do escritório sentindo-se anulada. O pai pouco conforto podia dar-lhe.

Passaram-se os dias e ela começou a se acostumar. Conheceu pessoas e foi aceita. Os meninos olhavam-na com curiosidade e com as meninas ela trocava confidências, histórias e risadas até altas horas da madrugada, quando as luzes já estavam apagadas e todos deveriam estar na cama.

Vagando pelo dormitório feminino e visitando os outros quartos ela conheceu meninas totalmente diferentes umas das outras, únicas. Mas em todos os quartos ela encontrou uma coisa em comum: calcinhas lavadas, de todas as cores, estampas e tamanhos, penduradas a secar.

Agora ela estava aqui sozinha. É...tinha chegado a hora de lavar as próprias calcinhas.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Bernardete

Quem é esta mulher, com quem estive apenas três vezes na minha vida? Quem é esta mulher, que foi para Angola com a data marcada para casar-se com um homem estranho?

Eu gostaria de ter te conhecido, Bernardete. Gostaria de saber da mulher que tu és, gostaria de ter ouvido as tuas palavras; sábias ou não, amorosas ou não.
Carregaste o meu pai na tua barriga, mas eu nunca pude ser a tua neta. Apenas uma vez nos sentamos na mesma mesa para comer o bacalhau da Consoada. O Pastel de Belém que eu conheço é o da padaria da esquina.

Hoje estás quase no fim da tua vida, teus olhos quase cegos e impedidos de enxergar este mundo, de enxergar os Açores que é a tua terra, ou a Angola que guardas na lembrança, ou o Brasil, a terra dos netos que nunca viste crescer.

Acabamos de chegar neste mundo e logo te veremos partir. Veremos sem ver, sem dar-te um abraço, um adeus.
Gostaria que pudesses me ver agora, que pudesses ver a mulher em que, aos poucos, vou me transformando.

Uma vez me disseram que eu tenho o teu andar, a tua postura. Talvez eu tenha mesmo. Sem dúvida carrego dentro de mim um pedaço de ti, e por isso te digo "Obrigada!"; por isso eu te digo "Eu te amo!".


(Talvez alguns já conheçam este texto, é antigo, mas ainda gosto dele. Preenche bem este dia que era meu para escrever, mas que não tive tempo de preparar algo novo. Espero que gostem. Um abraço a todos.)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

, ele murmurou, olhando pra ela

com cada vez mais desejo. Um desejo bêbado, que estava querendo fazer uma coisa que há muito já queria. Ela também olhava pra ele dessa forma. Porque no fundo eles sempre quiseram ficar juntos, em algum momento. Então se beijaram. Nooooossa! Como assim isso é tão bom!! Como assim, todo esse tempo nunca souberam? Era tudo perfeito, todos os contactos, todos os encaixes. Como duas peças de uma perfeita engrenagem, feita para funcionar junta.

Saíram da festa porque já não acharam mais ninguém lá. Lá fora estavam as amigas. Ele já não conhecia mais ninguém, além delas. Ela então levou-o pra sua casa, de táxi. Ele, ela, as amigas e um outro rapaz bêbado.

Chegaram em casa e ela foi direto para o banheiro mijar, afinal a cerveja não fora pouca. Ele olhou ao redor: um cenário já familiar, mas com algumas mudanças de decoração. Tinha vindo no apartamento das meinas outras vezes, mas sempre em festas, com muita gente.

Ela saiu do banheiro e foi procurá-lo. Encontrou-o na sala, deitado no sofá. Sem camisa. Nossa.

- Vamo lá pra dentro, aqui na sala é foda, tem as gurias...

Ele olhou pra ela, pegou sua mão e a puxou. Ela caiu em cima dele e se beijaram, num movimento meio brusco. Caíram no chão, continuaram.

- Como é que abre isso aqui?
- Tirando.

Era tudo que ele queria ouvir.

Realmente, mal era possível acreditar. Pensar, muito menos. Era tudo instinto. Até que, por instinto de não proliferar a espécie tão cedo, ele pergunta:

- Você toma alguma coisa?
- Sim, - a resposta. Mais uma vez, tudo que ele queria ouvir!






Perfeito.






Caiu no chão ao lado dela, e respirou.




* * *



Algumas semanas depois, ela chegou em casa e tirou a calça jeans. Sentiu um certo desconforto, e já não era a primeira vez.



Puta...será que ele me passou alguma coisa?

Caralho, é isso!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Luxo ou lixo?

Alguém mais viu os primeiros looks de Sex and the City 2? Vai ter alguma cena de flashback anos 80 e, devo dizer, os figurinos estão incríveis! Maravilhosamente trabalhados por alguém que provavelmente nunca viveu os anos 80, mas usou as referências dos maiores ícones da época. Juntos.

Carrie está a la Madonna...



Já Samanta Jones vai de Twisted Sister mesmo...


Tá lindo mas...algo está errado...
É pessoal, elas ficaram velhas. As quatro single gals do pedaço estão ficando titias. As fotos em close então, meu deus, pareciam vindas do set de um filme de ficção científica (pra quem tiver estômago, aqui e aqui).

Fiquei triste, juro. Estão espremendo a última gota das atrizes e personagens que já foram ícone das mulheres de 20-30 há uns anos atrás.

Ah, pra quem não sabia, vou confessar: amo Sex and the City (vê se não espalha...haha). Ou melhor, amei. Amei o seriado. Já o filme...jesus, que heresia! Tava tudo errado!

A melhor coisa do seriado eram os pequenos momentos, os pequenos vislumbres de verdade universal que havia ali. Era bom. Já o filme é congelado, estagnado. Muita auto-afirmação, sendo que o que tínhamos antes era muito melhor: auto-revelação.

Então, pela nostalgia, vou deixar aqui uns trechos do meu episódio favorito (sim, eu vi todos!), chamado The Real Me. Neste episódio Carrie, a fashion girl por excelência, tem a oportunidade de realizar um sonho: participar de um desfile de moda, para uma marca badaladíssima! Ela então tem o gostinho de como é ser modelo: vai nas provas de roupa e até se envolve com o fotógrafo (afinal, pra que serve fotógrafo de moda se não comer modelos?) . Mas a vida das pessoas reais não é só glamour, não é?

Enfim, se joga!

The Real Me - abertura e premissa do episódio




Final

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Já que tá todo mundo comentando...

Vamos lá:

Madonna redescobriu o orgasmo. Basicamente, é sobre isso que é o clipe: sexo. Como sempre foi! True Madonna.

O toy boy brasileiro e gostoso é apenas um símbolo de poderio sexual; afinal, we're hot. Brasileiros (e mais difundidamente, as brasileiras) têm essa aura, essa reputação. O povo aqui gosta da coisa.

O figurino é excelente, como não podia deixar de ser em tempos como estes.

Look nº 6 da coleção outono-inverno 2010 de Balmain que, na boa, é perfeito pra ela. Só Madonna pode usar ombreiras com sucesso em pleno 2009! E só Madonna tem esse corpo tão trabalhado e esguio para encarar um tubinho de couro com strass. E branca! E que sabe pagar calcinha tranquilamente, com classe.

Da bota Christian Louboutin, nem digo nada, também uma peça da coleção do próximo inverno, é simplesmente o jeito feminino de dizer "A minha pica é maior que a sua".


Eu gostei. E a música, dançaria ela horrores na balada. Madonna do jeito de sempre, mas também do jeito de agora, atual e reinventada, como sempre foi. Nada mais adequado, afinal o álbum não é o Celebration?

Então, clica aí!


terça-feira, 1 de setembro de 2009

Fóda

– Eu gosto de ficar com você, mas é foda. Você não tem nada pra me oferecer. Quer dizer, você não pode me oferecer o que eu preciso. Já sei que você não é o cara que vai me levar pra sair no fim de semana, que vai dançar comigo na balada, que vai acordar abraçado comigo. Já sei que eu não posso te amar. Então não adianta, entende? Pra quê? – fez uma pausa e respirou fundo – Acho melhor a gente parar de se ver.

Disse ela ao espelho, uma das muitas vezes em que ensaiou as palavras para dizer-lhe, não tudo o que estava em seu coração, mas sim o que precisava ser dito.

Ele chegaria dentro em breve, tinham marcado um encontro em seu apartamento. Já há algum tempo ela estava mantendo este caso com um homem casado, mas sabia que era preciso parar agora, antes que se apaixonasse.

Na verdade ela não estava preparada para se apaixonar. Tinha medo. Talvez por medo é que atraía homens indisponíveis. O relacionamento com um homem casado já traz como premissa inicial a anulação da hipótese do compromisso e da construção de um futuro juntos, algo que lhe convinha muito bem. A dor tinha sido grande e não cogitava construir futuro com nenhuma alma que fosse.

Carente como estava, contentara-se com aquelas migalhas de amor. No entanto, foi com ele que ela conheceu o prazer carnal sem amarras, e era isso que a motivava em procurá-lo, seguidamente.

Mas esta seria a última vez, já estava decidido. Ia largar para sempre o vício, ia procurar um homem que pudesse estar com ela por inteiro, e ela com ele.

O telefone tocou.
- Alô?
- Oi, já tô aqui perto da sua casa, quer que eu te leve alguma coisa?
Ao ouvir estas palavras ela amoleceu, olhou a rua pela janela enquanto pensava, tocando o vidro. Abriu um sorriso e disse:
- Quero um pastel de Santa Clara.
- Tá bom. Beijo.
- Beijo, - desligou o telefone com carinho.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Pelo Orgulho de Ser Mulher

Essa frase, que muito bem poderia ser slogan de OB ou sabonete íntimo, define muito bem o que me motivou a criar este blog no ano passado. Mas, com o passar do tempo, me senti incompleta em habitá-lo sozinha.

Por mais que exista certo glamour num drink solitário, nada poder ser comparado à boa companhia. Olhei então ao meu redor e vi meninas fantásticas, com muito talento e cheias de ideias. Resolvi convidá-las a dividir o Drink comigo, a embarcar nesse projeto que nos levará sabe-se lá pra onde, afinal pra criação não existe fim, apenas infinitos começos.

Aqui queremos mesmo é olhar pro próprio umbigo, uma tentativa de entender esse bicho tão louco e complicado que somos. Históricamente, sabe-se que as mulheres têm extrema dificuldade em se pensar como classe, como um "nós". Por exemplo, a mulher burguesa não se identificava com a causa da mulher proletária, e sim com o pai ou marido burguês. Hoje, em tempos de suposta igualdade, estamos ainda muito longe de nos olhar como classe. No entanto, o Drink de Mulherzinha não tem a menor pretensão de levantar a bandeira do Feminismo.

Nós queremos sim celebrar a feminilidade. Queremos (e precisamos) criar, mas sem excluir o masculino, pois um não existe sem o outro. Sem a escuridão não haveria luz e tampouco haveria homem sem mulher. É de extremos que se faz o equilíbrio.


Cheers!

Drink entrevista Carina Toledo

Idade, onde mora e o que faz?
21, São Paulo, faço faculdade de Comunicação Social e trabalho no site Omelete.

Não dá pra não perguntar...Qual seu signo?
Leão. No horóscopo chinês, Dragão. Veja que a menina não é fácil né...

Qual seu drink preferido?
Saquerita de Morango ou Cosmopolitan, pra fazer a fina. Mas, no cotidiano, um choppinho já me basta.

Entrada, prato principal ou sobremesa?
Prato principal, claro.

O que você faz no seu quarto?
Ouço música depois do banho.

Profissão ideal?
Party-goer

Se você fosse um personagem (filme/livro/tv, etc...), qual seria?
Lelaina, personagem interpretada por Winona Ryder no filme Caindo na Real, um desses que fala sobre momentos de passagem, adultecer e coisa e tal.

Qual música você mais gosta de dançar na balada?
Groove Is In The Heart, da Dee-Lite. 'Cause groove sure is in the heart!!

Qual foi a coisa mais absurda que aconteceu quando você extrapolou nos drinks?
Vix...olha, graças a deus a maioria das coisas esqueci. Já esqueci a bolsa na balada, já caí muitos tombos, mas nada supera vomitar no carro da roommate, não só uma como duas vezes. Mas hoje em dia não faço mais isso, juro!

O que você faz e acha ridículo?
Ficar com vergonha inexplicável na farmácia quando encontro algum guri comprando camisinha. O bonitinho lá, com sua Olla large, e eu querendo me enterrar na fila do caixa, com meu OB Mini e meu pacote de Intimus gel. Socorro!

Qual o nome do seu alter-ego?
Alice Dias.

Em que cidade do mundo você gostaria/pretende morar?
são paulo, los angeles, rio de janeiro, paris, milão, nova york, tóquio

Quais são as primeiras coisas que você olha num pretendente?
Rosto, cabelo e tênis. Não vá me aparecer com o Mizunão fora de contexto esportivo! É uó! hahaha Mas, frivolidades a parte, nada supera uma boa conversa.

Quem foi você na encarnação anterior?
Uma daquelas tidas como heréges, perseguidas pela Santa Inquisição, só pode.

E quem será que você vai ser na próxima?
Uma alma em sua jornada, só sei disso.