segunda-feira, 2 de setembro de 2013
sábado, 22 de janeiro de 2011
amor
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Namoro
Mas como eu tenho o mérito da ousadia, visto que dei um título desses a essas singelas linhas que tenho o prazer de ter seus olhos a segui-las, vejamos o que o Aurélio tem a dizer sobre “namoro”.
na.mo.ro
sm (der regressiva de namorar) 1 Ato de namorar. 2 Galanteio. 3 O namorado ou a namorada.
Certo. Realmente não foi a definição mais esclarecedora do mundo. Mas isso só me ajuda a tentar criar a minha versão sobre o que este título implica e significa na vida de uma pessoa.
Primeiro. Por que as pessoas namoram? Antigamente era claro. O namoro era simplesmente uma ante-sala para o casório. Aliás, nos tempos do meu e do seu bisavô o item número 2 da definição acima era de fato feito na sala, com a companhia vigilante da futura sogra em um sofá por perto.
Hoje, este objetivo ainda existe. Mas como algo distante, longe, deixado para pensar depois com uma conta bancária razoável ou a certeza que o matrimônio valha outra tentativa. A prioridade é ser feliz, e agora. Namora-se por que você simplesmente gosta de quem você escolheu depositar todo seu afeto.
Mas será que é tão simples assim?
Surge então uma inevitável pergunta: com a desobrigação do casamento em cada namoro e um vasto mundo de oportunidades para solteiros e solteiras se lambuzarem no mel da conquista, por que as pessoas ainda escolhem o doloroso risco de ter seu coração partido? Afinal, a vida em voo solo está aí, com todas as vantagens da liberdade de fazer e pegar quem bem entende.
O “affair” da revista Caras, o “ficante” da revista Capricho, o “fuck friend” da revista Nova só mostram o quão normal e corriqueiro o romance sem compromisso está. Uma fase de “curtir a vida” é bem vinda, e valorizada. Dá para viver muito bem saindo para onde quiser e sem número certo para boa parte dos nossos telefonemas.
Na teoria, é possível preencher toda nossa inerente carência por cafunés sob o cobertor e mensagens de texto lidas com um sorriso visitando tudo que nos apetece no cardápio. Satisfazendo-se com romances simples e apetitosos como um macarrão carbonara.
Na teoria. Pois na prática, quando chega a frechada do cupido ou o tiro acerta o Álvaro, entra em vigor um antigo ditado sertanejo: “cavalo selado não passa mai de uma veiz”. O recém contraído frio na barriga é acompanhado de um leve e intuitivo desespero, de algo que lhe diz que se você deixar esse potro passar vai ver embora com a poeira na estrada uma baita chance de ser feliz. Ou pelo menos viver assombrado com a dúvida do que seria um passeio a galope.
E esse imprevisível senso de urgência é o primeiro sintoma da paixão - a faísca que começa namoros. Coisa que depois, aos poucos, vai virando algo maior que nem eu, você, ou fogo que arde sem se ver consegue definir.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Atados.
Mas um cigarro depois do trabalho nos faz esquecer.
Até apagar.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
O Incomôdo
Se apaixonar incomoda. Como areia no lençol, como enxugada com toalha úmida, como havaiana que vive soltando a tira.
De início, incomoda por que você não quer aceitar que agora um pensamento que foge do seu controle, que não é sobre os seus planos, vai te acompanhar para tudo que é canto. E o pior: chegar sempre de surpresa, do nada. No vapor de uma xícara de café, no final engraçado de uma piada de humor negro, numa mensagem de texto que você pensa em digitar enquanto espera seu prato ou o ônibus sanfonado.
Bate um dejavu medroso, feito do combinado entre receio e orgulho provocado por histórias passadas que balançaram o seu coração ou machucaram outros. Você se convence com a firmeza de quem diz que aquele é mesmo o último chopp que já passou por isso antes e que, dessa vez, não sucumbirá a encanto nenhum.
Diz se olhando no espelho que já viu esse filme e considera o final previsível como o desfecho de 2 horas na Sessão da Tarde. “Apaixonado, eu? Nah… Tô tranquilo.”
Mas no fundo, desde sempre, você só quer que as luzes da sala diminuam e o filme comece. Quer mesmo que ela chegue bem antes dos letreiros - junto com os créditos que você escreveu ao achá-la tão interessante que poderia estar em cartaz.
Se apaixonar incomoda por que fica sempre com você, como uma pedrinha no sapato.
E por mais que tente descalçar pelo bem dos seus pés, você caminha por aí com um estranho desconforto. Anda para cima e para baixo como se usasse Crocs laranja-limão e todos na rua rissem do quanto você se pergunta se ela também pensa assim em você.
Mas aí, enquanto você não sabe se amarra ou joga longe o sapato de achismos e suposições que tanto o incomoda, vem o abraço. O beijo. O riso cúmplice que só a intimidade denuncia.
E você percebe que se apaixonar verdadeiramente incomoda somente na distância. Porque de perto, te preenche por completo.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Ganhe Convite pra festa Cabanada!
Você quer ir na festa Cabanada? Quer ganhar um CD da incrível banda Cabana Café?
Então responda: "Qual a cor do Urucum?" e ganhe ingresso VIP + CD artesanal Cabana Café.
Envie sua resposta para contato@cabanacafe7.com.br, junto com seu nome, e-mail e o nome deste blog.
**Os três primeiros a responder ganham.
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Apresentação do Cabana Café, exposição de nossa Mulherzinha Renata Chaveiro, e Live Painting do Mundano e Iskor (Maka), do nosso blog parceiro Overlei.
Vai ser no Espaço Urucum (Rua Belmiro Braga, 23 e 37, na Vila Madá), moças pagam 10 e moços 12, com breja num preço justo e felicidade de graça.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Vamo aí?!

EXPOSIÇÃO DE ARTE MULTIMÍDIA E APRESENTAÇÃO DE BANDAS SÃO A TÔNICA DO FESTIVAL DEBAIXO D’ÁGUA, ESTE MÊS
O Festival Debaixo D’água, promovido pelo coletivo OVERLEI, acontece dia 14 de agosto, no Espaço Ateliê na Vila Madalena, e conta com quatro bandas independentes e mais de 50 obras expostas por jovens artistas.
Criado em Agosto de 2009, o coletivo de artes visuais OVERLEI reúne conteúdo multiplataforma que mistura pintura, desenho, design, vídeos, animações, grafite, direção de arte, fotografia, e toda manifestação visual desenvolvida por seus membros.
Produzido incialmente por um grupo de amigos em São Paulo, o blog atualmente agrega artistas de outras cidades do Brasil, como Curitiba, Rio de Janeiro e Campinas, além de receber também participações internacionais da Argentina e Colombia.
Em comemoração ao seu primeiro ano de existência, o OVERLEI irá realizar ofestival Debaixo D’água, que tem como intuito divulgar as obras do coletivo para além da internet, fazendo com que sua proposta chegue a um público interessado no cenário artístico insurgente da cidade de São Paulo.
E por que Debaixo D’água?
Em tempos de produção digital, a contemplação e o diálogo sobre obras de arte geralmente ocorrem isolados pela tela do computador. Assim, como a sensação ambígua de estar de baixo d’água nos trás expêriencias particulares e únicas, o Festival pretende criar um ambiente submerso em arte e música, onde cada indivíduo poderá ter sua experiência e mergulhar na imensidão de sentimentos, cores e ruídos que ali encontrar.
Serviço:
Festival Debaixo D’água
Rua Purpurina, 543 – Vila Madalena (Espaço Ateliê)
Horário: a partir das 21h
Ingresso: R$30 (open bar de cerveja, água e refrigerante)
Aceita somente dinheiro
http://www.facebook.com/group.php?gid=124107007632648&v=wall
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Uma História de Tanto Amor
Quando a menina achava que uma delas estava doente do fígado, ela cheirava embaixo das asas delas, com uma simplicidade de enfermeira, o que considerava ser o sintoma máximo de doenças, pois o cheiro de galinha viva não é de se brincar. Então pedia um remédio a uma tia. E a tia : "Você não tem coisa nenhuma no fígado". Então, com a intimidade que tinha com essa tia eleita, explicou-lhe para quem era o remédio. A menina achou de bom alvitre dá-lo tanto a Pedrina quanto a Petronilha para evitar contágios misteriosos. Era quase inútil dar o remédio porque Pedrina e Petronilha continuavam a passar o dia ciscando o chão e comendo porcarias que faziam mal ao fígado. E o cheiro debaixo das asas era aquela morrinha mesmo. Não lhe ocorreu dar um desodorante porque nas Minas Gerais onde o grupo vivia não eram usados assim como não se usavam roupas íntimas de nylon e sim de cambraia.
A tia continuava a lhe dar o remédio, um líquido escuro que a menina desconfiava ser água com uns pingos de café - e vinha o inferno de tentar abrir o bico das galinhas para administrar-lhes o que as curaria de serem galinhas. A menina ainda não tinha entendido que os homens não podem ser curados de serem homens e as galinhas de serem galinhas: tanto o homem como a galinha têm misérias e grandeza (a da galinha é a de pôr um ovo branco de forma perfeita) inerentes à própria espécie. A menina morava no campo e não havia farmácia perto para ela consultar.
Outro inferno de dificuldade era quando a menina achava Pedrina e Petronilha magras debaixo das penas arrepiadas, apesar de comerem o dia inteiro. A menina não entendera que engordá-las seria apressar-lhes um destino na mesa. E recomeçava o trabalho mais difícil: o de abrir-lhes o bico. A menina tornou-se grande conhecedora intuitiva de galinhas naquele imenso quintal das Minas Gerais. E quando cresceu ficou surpresa ao saber que na gíria o termo galinha tinha outra acepção. Sem notar a seriedade cômica que a coisa toda tomava:
- Mas é o galo, que é um nervoso, é quem quer! Elas não fazem nada demais! e é tão rápido que mal se vê! O galo é quem fica procurando amar uma e não consegue!
Um dia a família resolveu levar a menina para passar o dia na casa de um parente, bem longe de casa. E quando voltou, já não existia aquela que em vida fora Petronilha. Sua tia informou:
- Nós comemos Petronilha.
A menina era uma criatura de grande capacidade de amar: uma galinha não corresponde ao amor que se lhe dá e no entanto a menina continuava a amá-la sem esperar reciprocidade. Quando soube o que acontecera com Petronilha passou a odiar todo o mundo da casa, menos sua mãe que não gostava de comer galinha e os empregados que comeram carne de vaca ou de boi. O seu pai, então, ela mal conseguiu olhar: era ele quem mais gostava de comer galinha. Sua mãe percebeu tudo e explicou-lhe:
- Quando a gente come bichos, os bichos ficam mais parecidos com a gente, estando assim dentro de nós. Daqui de casa só nós duas é que não temos Petronilha dentro de nós. É uma pena.
Pedrina, secretamente a preferida da menina, morreu de morte morrida mesmo, pois sempre fora um ente frágil. A menina, ao ver Pedrina tremendo num quintal ardente de sol, embrulhou-a num pano escuro e depois de bem embrulhadinha botou-a em cima daqueles grandes fogões de tijolos das fazendas das minas-gerais. Todos lhe avisaram que estava apressando a morte de Pedrina, mas a menina era obstinada e pôs mesmo Pedrina toda enrolada em cima dos tijolos quentes. Quando na manhã do dia seguinte Pedrina amanheceu dura de tão morta, a menina só então, entre lágrimas intermináveis, se convenceu de que apressara a morte do ser querido.
Um pouco maiorzinha, a menina teve uma galinha chamada Eponina.
O amor por Eponina: dessa vez era um amor mais realista e não romântico; era o amor de quem já sofreu por amor. E quando chegou a vez de Eponina ser comida, a menina não apenas soube como achou que era o destino fatal de quem nascia galinha. As galinhas pareciam ter uma pré-ciência do próprio destino e não aprendiam a amar os donos nem o galo. Uma galinha é sozinha no mundo.
Mas a menina não esquecera o que sua mãe dissera a respeito de comer bichos amados: comeu Eponina mais do que todo o resto da família, comeu sem fome, mas com um prazer quase físico porque sabia agora que assim Eponina se incorporaria nela e se tornaria mais sua do que em vida. Tinham feito Eponina ao molho pardo. De modo que a menina, num ritual pagão que lhe foi transmitido de corpo a corpo através dos séculos, comeu-lhe a carne e bebeu-lhe o sangue. Nessa refeição tinha ciúmes de quem também comia Eponina. A menina era um ser feito para amar até que se tornou moça e havia os homens."
Clarice Lispector
terça-feira, 20 de julho de 2010
Um compilado dos melhores conselhos de nossas amigas de SATC
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Um Segredo
Pelo que vi de filmes e li de orelhas do famoso “O Segredo”, o que importa é querer muito alguma coisa. Mas muito. Querer mais que o Corinthians quer a Libertadores, querer mais que todos os outros times do Brasil que este dia nunca chegue para o bem geral do sarro. É o “querer” é o que tem a força nessa história toda. É só querer que o universo, tão bonito e misterioso como capas de CDs nos mostram, conspira a seu favor. Queira bastante que ele arranja o blind date entre a sorte e o mais preparado para conhecê-la: você.
A história toda se resume na Lei da Atração. Segundo o livro, você emite sinais para o breu do Universo pontilhado de estrelas, que eles atraem tudo de volta como um imã Acme, daqueles em forma de U que o Coyote usa em armadilhas para o Papa-Léguas.
O raciocínio da coisa é que basicamente tudo é uma questão de pensar positivo. Ou seja, ter confiança. Oras, desde que o mundo é mundo a confiança é o que rege o sucesso de toda e qualquer pessoa. Da entrevista de emprego ao restaurante japonês de sexta a noite, confiar no taco e evitar gagueiras assina contratos e contas para a noite se apagar à meia luz.
O fato é que acreditar muito em algo ou em si não é suficiente para colocar o Porsches em garagens ou aquela morena no seu banco do carona. Mas ajuda a contribuir para que este dia chegue, como tijolos assentados aos poucos em uma parede. Uma oportunidade de emprego bem aproveitada, um galanteio bem acertado - pequenos passos que encurtam os minutos para que o esperado dia que zera a contagem até o próximo.
Penso que o propósito do “O Segredo” se mostre eficaz para coisas mais pontuais, como querer o carrão ou o sorriso que te derrete emoldurado por longos cabelos lisos.
Mas e para Felicidade? Isso mesmo, o que todos procuram e querem mais que lasanha ou qualquer outro prato que venha fumegando enquanto se saliva. O fato que felicidade verdadeira, meu amigo, não é suficiente para um mero querer muito.
Felicidade é nada mais que o resultado azul e positivo da conta entre tudo que acontece na sua vida. Pensar um isolado “quero ser feliz” todas as manhãs da sua vida só tira seu foco de todos os pontos que você precisa para ter esse resultado.
Entre todos os itens que entram na conta da felicidade, o numeral “pessoas” tem peso fundamental. As pessoas que você divide frações de seu projeto de vida, sejam amigos ou amores, são determinantes para uma conta positiva.
E começa por cada um. Curtir sua companhia, rir de si mesmo, cantar no chuveiro repetindo besteiras ditas é o primeiro passo para a Lasanha que todos procuram. Dá sabor à presença das pessoas que você escolhe para estar perto. Abre a porta para quem chega trazer o azeite, a receita especial para o molho de tomate.
Tudo que é preciso ser feito é tentar ao máximo se cercar de pessoas que te fazem bem. O raciocínio é simples: se te provoca um sorriso quando vem qualquer lembrança, mantenha por perto. Mesmo que subtraia às vezes, a alegria indescritível de fechar o balanço no azul não é segredo para ninguém.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
A bailarina
Ela dançava em movimentos amplos e contínuos.
Conseguia ser leve e intensa ao mesmo tempo, diferente dos outros bailarinos.
Ela não fazia esforço nem olhava para nós, ela era silêncio.
Mas, por dentro, ela era algo absolutamente incompreensível.
Seu olhar nos atravessava, não nos via. Ela olhava para si.
Havia barulho ali dentro, não sei se de grito, amor ou dor.
Nem consegui prestar mais atenção nos outros depois que ela entrou.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Como é bom estar de volta ao rock'n'roll
Rock'n'roll que não é apenas música, mas aquele sentimento cru que só um show num lugar pequeno, quente e cheio de gente - todos curtindo pra caralho -, poderia trazer. Uma energia pulsante que é comum ao rock em todos os seus sub-gêneros, de um show do Dance of Days, passando pelo furioso Satanic Surfers até à revolta straight edge de uma Verdurada. É preciso ter sangue quente para o rock'n'roll.
Então, um viva pro cliple da Ambient e pra Babi Kenya, pela volta aos inferninhos!
Show bom, som enérgico. Os guris tocam bem e a cantora é muito carismática! ;D
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Inspiração
Acompanhei de longe o projeto e estou muito feliz por ver que fazer acontecer é possível, ainda mais quando seus amigos são pessoas ótimas e talentosas.
Eu convivo com muita gente FODA! e não quero perder mais tempo nessa vida.
Fiquei absolutamente inspirada ao ver essas pessoas de universos tão próximos ao meu realizando grandes feitos.
Ouçam o CD e saibam mais sobre o projeto do Geração SP.
Espero que sirva de inspiração para vocês também!
Beijos,
Rê Asato
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Teria a revolução sexual sido um tiro no pé?
Isso porque o “não quero me envolver” é o zeitgeist dos relacionamentos contemporâneos. E não apenas na faixa etária dos 20 e poucos anos – segundo minha terapeuta, mulheres de todas as idades fazem a mesma reclamação em seu consultório. Assim, fui levada a questionar: por que os homens não querem mais se envolver? E o que significa não se envolver? Como seria o relacionamento “não envolvido”?
Durante muitos anos toda a sexualidade feminina se organizou em volta do casamento: a mulher deveria manter-se virgem até as núpcias (o Código Civil inclusive permitia a anulação do casamento caso o homem desconfiasse que sua noiva havia sido deflorada por outro) e, antes disso, devia comportar-se adequadamente, dando-se ao respeito. O modelo da moça de família reinava a moral dos anos 1950 e aquelas que se permitiam intimidades com rapazes eram classificadas pelas revistas da época como moças levianas, aquelas com quem os rapazes namoravam, mas não casavam. As moças que tinham a intenção de casar e que cometessem deslizes, não ficariam impunes.
“Poderiam, por exemplo, ser muito solicitadas pelos rapazes, ter muitos admiradores, mas não casariam, 'pois o casamento é para a vida toda, e nenhum homem deseja que a mãe de seus filhos seja apontada como uma doidivana’ ”.
(Jornal das Moças, 1955)
Passaram-se os anos, a Revolução Sexual veio e foi e agora as meninas pra casar também transam. E também se sustentam, sem mais a obrigatoriedade de encontrar um marido, contribuindo para a construção de um relacionamento entre iguais, baseado na afinidade e afetividade, não mais na dependência. No entanto, parece-me que homens e mulheres se desencontraram no meio do caminho. As mulheres continuam querendo aquilo que sempre quiseram: amor. Enquanto isso, os homens parecem querer apenas a rotatividade. Talvez as mulheres também andem por aí dizendo que não querem se envolver, não sei. Mas desculpe-me: para mim esse “não quero me envolver” é medo. Medo do que acontece quando as coisas dão certo, medo de ser feliz ao lado de uma pessoa. E te pergunto: em troca do que?
Claro, nem todo sexo bom é pra casar, nem toda pessoa que te oferece uma boa conversa é boa de cama, e o cara bom de cama talvez não te respeite ou dê o carinho que você mereça.
Mas fica aqui o convite: dê uma chance para o envolvimento – você até corre o risco de ser feliz.
Tap,tap,tap

Um pouco de amor, drama,alegria,tristeza,amizades, viagens e rotinas.
Misturando tudo neste drink da vida.
domingo, 11 de abril de 2010
"Vi o F. outro dia e tudo que eu conseguia pensar era: 'Brochou seis vezes antes de conseguir comer a namorada!'," disse uma delas.
"Seis vezes?! Como assim?"
"Olha, não sei. Só sei que foram seis. Uma brochada para cada pessoa sentada nessa mesa".
É...pelo visto não se pode brochar impunemente.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Antes da Curva
“Um carro, que rodou entre destinos específicos por toda sua existência automobilística. Levou crianças para o ginásio, jovenzinhos para o colegial, guiou rapazes para faculdade. E agora ele pegou seu primeiro acesso para a rodovia. Uma estrada aberta, plana, com um misterioso horizonte para alcançar e com mais cobranças que os pedágios da Bandeirantes. E quem dirige é você.”
Pois olha lá eu na minha caranga, os vidros abertos, o cotovelo esquerdo tomando vento, os óculos escuros emprestando o intrigante mistério de não saber direito para onde meus olhos focam. A minha frente, o mesmo horizonte de expectativas. Tudo certo pelo incerto.
O sentimento do princípio de aventura quando se tem um diploma na mão ainda é o mesmo, mas com algumas diferenças. Agora, existe a consciência de que todo carro precisa ser abastecido com responsabilidades.
Para seguir viagem o tanque precisa ser completado com vida adulta, aditivada.
Se antes o receio era pelo incerto, hoje é pelo medo de ficar por um desses Postos e nunca mais sair. De se deixar vencer pela comodidade da rotina, esquecendo que o real propósito é chegar a um destino que recompense as noites dormidas planejando a viagem. Deixar o necessário crescimento profissional e os dias de sol dos finais de semana – sim, até ele - tomar o foco de pelo menos tentar realizar o que você acha que seria bem legal se acontecesse.
Anseio de encostar num munícipio à beira da estrada e nunca chegar na cidade que deseja. Mesmo sem ter certeza qual delas é.
E agora, enquanto o carro acelera e os olhos de gato passam zunindo pelo chão, uma curva surge no horizonte e aparece claramente no mapa e nos portas-retratos da família.
Amigos que se casam, primos que fazem filhos. Que assumem a responsabilidade de uma família. E deixam uma pergunta. Será que depois dessa curva muda-se o meu trajeto? Melhor: será que ela faz parte do meu plano de viagem? O fato é que ainda tem tempo para esta curva dobrar pelo meu caminho. Mas uma coisa é certeza: seja quão acentuada ela for, daqui a pouco ela chega para mim.
A verdade é que não sei para onde sigo. Não existe voz artificial de GPS para dizer o caminho. Aliás, até perderia a graça da aventura. O jeito é manter as mãos no volante e continuar seguindo, com o porta-mala carregado da bagagem de anos bem vividos.
Sempre focado no trajeto planejado, aproveitando as belas paisagens e encarando os percalços dessa viagem da forma mais leve possível, mesmo de tanque cheio.
Parabéns a todos os envolvidos
Sabe aqueles casos absurdos que você vê na TV e te chocam? Do básico agenda setting onde o pai joga a filha pela janela, casos passionais onde um mata o outro, enfim, aqueles que não têm nada a ver com sua vida, mas de certa forma você se envolve e se sente apta a dar seus comentários? Bom, nesse contexto conto aqui uma historinha mais pessoal, onde não sou a protagonista, não me envolve diretamente, mas como me sinto chocada, resolvi expressar nesse universo “boy meets girl”.
Na verdade questiona a postura e valores pessoais do “amigo” de um puta brother que vim a conhecer casualmente, informalmente. Se deveria expor o “coleguinha” que diretamente não fez absolutamente nada pra mim, whatever, mas é que certas falas, atitudes, falta de educação descorridas pelo então definido protagonista me deixaram tão em choque que quase não quero acreditar que ainda existem MULEQUES assim.
Não julgo todo o tipo de muleque, sabemos que mulheres amadurecem mais rápido e que escondidos sob barba ainda há bastantes meninões por aí. Mas esses muleques ainda são muleques de boa índole, relativamente queridos que só precisam amadurecer. Isso é assunto pra outro texto.
O protagonista em questão mexia de certa forma com valores. Aparentemente normal (quando é tipo bombatrance a gente até desconfia o que vai sair de lá) e era até bonitinho... de boca fechada. A postura foi revelando-se com o festival de escrotisse discorridos na quebra da vibe da agradável conversa. So para dar um exemplo banal: um negócio é falar que gostaria de ter uma arma para atirar em alguns bandidos filhos da puta, afinal até eu gostaria de ter uma arma para atirar no cara que me assaltou, mas ainda é só uma hipótese tragi-cômica de combater a injustiça em questão, outra coisa é querer ter com convicção uma arma para demonstrar poder, pra sair atirando, estourando os miolos de qualquer que olhar torto e causar uma dessas brigas de balada. E isso é só um mero exemplo da observadora (que nem entra na discussão de porte de arma ou não). O problema dos diálogos é que faltava respeito, cumplicidade com os quais ele chamava de brother. Uma tentativa de diminuir pela força (não física) os outros “amigos” com brincadeirinhas infames causando constrangimento no ambiente, um constrangimento indignado pelos absurdos vomitados, pela falta de sentido e credibilidade de uma pessoa que a primeira vista é aparentemente normal.
Não vou entrar no mérito psicológico do rapaz, apesar de sua psique ser extremamente clichê. Só me limito a dizer que muleques desse tipo são broxantes! Se não tem respeito nem pelo ar a sua volta, imagine numa relação com uma mulher. Chega a dar ânsia.
Ressalto que para mim o pobre coitado não fez absolutamente nada (apesar de atiçar meu instinto defensor de terceiros). Eu, e acho que posso dizer pelas meninas que também estavam presentes que só ficamos estarrecidas. Até rolou o comentário depois: “Mas nossa, porque a gente perdeu a oportunidade de tirar ele?” “Olha, acho que o choque foi tão grande que não deu nem tempo.”
No mais, esse texto não vai ter uma conclusão, a opinião presente e a conclusão já estavam prontas desde o sábado à noite. Na verdade, eu só queria agradecer por conviver com meninos/homens, amigos ou pretês que passam longe desse tipo de conduta.
Mas amigo, se quiser voltar em casa fique realmente à vontade, agora que o choque inicial realmente já passou, vai ser divertidíssimo tirar da sua cara, é só escolher uma data que ninguém tenha absolutamente nada de melhor pra fazer.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Vontades controláveis
Exagerada, muitas vezes. Cheia de vontades controláveis.
Pensava se era normal passar por isso a cada ano.
Chegou à conclusão que sim, mas que sua diferença era falar.
Talvez seu maior mal fosse este: falar demais.
Costumava expor tudo o que sentia, por mais indizível que fosse.
...
Falar sempre estragava tudo, ninguém entendia o que ela queria dizer.
Melhor seria fechar os olhos para diminuir o sentir.
domingo, 21 de março de 2010
Nouvelle Vague em São Paulo.
Vai ter show no The Clash, dia 29 de abril, quem me acompanha? :)
