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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Tap,tap,tap




Um pouco de amor, drama,alegria,tristeza,amizades, viagens e rotinas.
Misturando tudo neste drink da vida.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A espera.

Ela já acorda excitada e pensa, que o dia de hoje não é igual ao demais, porque o dia de hoje é o que ela aguardou a semana toda.

Seu telefone não para de tocar, todos seus posts no twitter e Orkut são sobre o tema.Ela está ansiosa, e passa o dia a imaginando e recriando cenas do acontecimento em sua cabeça.

A escolha da roupa, que se torna um ritual .Como usar o cabelo, que sapato usar já que agora é verão, fazer as unhas, se depilar, por a lingerie combinando no caso de algo acontecer...

São as pequenas grandes coisas que todo tipo de mulher fazem, não importando o estilo e classe social, claro que algumas as tratam com mais intensidade do que outras.

Mesmo repetindo para si mesma, que “ bom é manter a expectativa baixa, as vezes nada acontece como imaginamos” e como é frustrante quando as expectativas não correspondem....Mas como nos falam por ai, que a grandeza dos acontecimentos esta em esperar, aguardar, e todo aquele ritual que o envolve.

E nossa como é bom quando elas ultrapassam nossas linhas criativas de imaginação....

Estes acontecimentos citados acima,se encaixam em diversas ocasiões,na espera do “prete”, na balada do final de semana com as amigas, ou em qualquer busca de divertimento ou acontecimento que fuja de nossas rotinas...

Ou não já que esta magia de recriar e aguardar acontecimentos, é um pouco o que nos move, é funciona muitas vezes como uma “recompensa” para as lutas do dia a dia...

Hoje é quinta, é já estou planejando meu final de semana, aposto que muitos estão fazendo o mesmo para torná-lo mais incrível.



p.s: Dance like nobody is watching.


domingo, 11 de outubro de 2009

NeoVirgindade

E andava pela rua sem freios, pensando o que estava fazendo ali.
As luzes estavam apagadas e já era difícil enxergar, e ainda por cima a lente de contato sumira dos olhos, embaçando o resquício de consiciência sobre os atos que já teve um dia.
Ontem mesmo. Ontem mesmo sabia o que fazia. Decidira encontrá-lo numa busca interior, aceitando o que a vida traz, porque, segundo Rosa(guimarães), a dor nunca é maior do que a surpresa.





E foi.
No caminho, entrou para dentro de seu interior profundo e inconsciente.
Assim mesmo, de maneira pleonástica e prolixa.
E errou: a verborragia é o oposto da ideia.
A mente é o oposto do amor.
(Já aí se incomodou.)


Seu corpo, paralelamente, agia.
Sentiu nas profundidades femininas um muco em movimento (não podia parar de andar pois já se atrasava), revestindo pouco a pouco as paredes sagradas da natureza.
Do âmago físico de onde surge a vida, surgiam finas películas de nova proteção.

Sentiu seu coração protegido. (Sentiu?)
Sentiu que podia tudo com aquele que estaria indo encontrar.
E nesse tudo, estavam as coisas simples.

Mas os sentimentos são programados no cérebro, e, de repente, lembrou disso.
A cabeça é cálculo, pensou. Isso tudo são cálculos.

O coração mesmo estava era hibernando, e em seu longíquo sono, sonhou que poderia entregar-se a este novo, e, ah, foi um sonho belo.

E o corpo completou sua tarefa renovadora.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Cansados da rotina, fingem a satisfação, simulam o contentamento, inventam o orgasmo.
Diante de um ideal, rejubilam-se pelo devaneio da perfeição.
Pela vida dita normal, mantêm o domínio da razão e as cicatrizes da consciência.

Para viver, enfim, enlouqueça.

Aprenda com teus erros e, por favor, não espere que alguém te ensine.
Fale, sem esperar que te entendam.
Grite, sem esperar que te ouçam.

Como já lemos antes: cada um sabe o mistério que é viver sob sua própria pele.
Então rasgue, sangre, chore. Para enfim colar, costurar, enxugar.
O ciclo de sentimentos de uma vida corajosamente vivida, num mundo onde viver perdeu seu sentido.



(Outra vez um texto antigo... De junho de 2006. Queria escrever alguma coisa do momento, mas realmente tá corrido. Mil desculpas...)

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Bernardete

Quem é esta mulher, com quem estive apenas três vezes na minha vida? Quem é esta mulher, que foi para Angola com a data marcada para casar-se com um homem estranho?

Eu gostaria de ter te conhecido, Bernardete. Gostaria de saber da mulher que tu és, gostaria de ter ouvido as tuas palavras; sábias ou não, amorosas ou não.
Carregaste o meu pai na tua barriga, mas eu nunca pude ser a tua neta. Apenas uma vez nos sentamos na mesma mesa para comer o bacalhau da Consoada. O Pastel de Belém que eu conheço é o da padaria da esquina.

Hoje estás quase no fim da tua vida, teus olhos quase cegos e impedidos de enxergar este mundo, de enxergar os Açores que é a tua terra, ou a Angola que guardas na lembrança, ou o Brasil, a terra dos netos que nunca viste crescer.

Acabamos de chegar neste mundo e logo te veremos partir. Veremos sem ver, sem dar-te um abraço, um adeus.
Gostaria que pudesses me ver agora, que pudesses ver a mulher em que, aos poucos, vou me transformando.

Uma vez me disseram que eu tenho o teu andar, a tua postura. Talvez eu tenha mesmo. Sem dúvida carrego dentro de mim um pedaço de ti, e por isso te digo "Obrigada!"; por isso eu te digo "Eu te amo!".


(Talvez alguns já conheçam este texto, é antigo, mas ainda gosto dele. Preenche bem este dia que era meu para escrever, mas que não tive tempo de preparar algo novo. Espero que gostem. Um abraço a todos.)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009