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domingo, 11 de abril de 2010

Havia seis mulheres sentadas a mesa do restaurante. Jovens e bonitas, todas no início de suas carreiras profissionais; uma tinha namorado, as outras não. Falavam animadamente sobre diversos assuntos de seu cotidiano, o show de uma banda internacional, o trabalho e um tal fulano que caiu nas drogas e nunca mais voltou. Entre todas as mesas do restaurante, aquela era sem dúvida a mais interessante e os garçons passavam e permaneciam por ali um pouco mais do que o realmente necessário. Talvez todos do restaurante estavam secretamente ouvindo a conversa, até que se fez o silêncio justamente na frase mais reveladora:

"Vi o F. outro dia e tudo que eu conseguia pensar era: 'Brochou seis vezes antes de conseguir comer a namorada!'," disse uma delas.

"Seis vezes?! Como assim?"

"Olha, não sei. Só sei que foram seis. Uma brochada para cada pessoa sentada nessa mesa".


É...pelo visto não se pode brochar impunemente.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Mundo de referências.

Hoje meu post, é mais uma dica, para quando você esta a toa na internet, e quer matar seu tempo fazendo algo criativo.

O site, da Polyvore: www.polyvore.com é para quem gosta de saber das ultimas novidades em moda, e também para ficar babando com a grande quantidade de looks e inspirações incríveis que aparecem por lá.

O mais bacana de todo o site, é o link, CRIAR, aonde voce solta, sua imaginação, e brinca de ser editora de alguma revista de moda, claro que tudo com seu gosto.
Tem como escolher, suas peças de roupa, sapatos, acessórios, e uma linha completa de maquiagens, enfim tudo para montar um look que você imagina, sempre com muitas variedades de peças, e itens reais, com preço também em reais!

O sistema do site, funciona como um " corel draw, photoshop", na linha de montagens e edição de imagens, mas tudo de uma forma simplificada, e já com muita coisa "editada"

O bacana também, é que as montagens não se limitam somente a " montar o look ideal", mas também para montar decorações, peças artistícas, etc... só deixar a imaginação te levar.

Ótimo para juntar referencias!




bem, fica ai a dica,

eu pessoalmente estou viciadinha na brincadeira...
o único problema é a grande vontade de ter a maioria das peças encontradas ali.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A espera.

Ela já acorda excitada e pensa, que o dia de hoje não é igual ao demais, porque o dia de hoje é o que ela aguardou a semana toda.

Seu telefone não para de tocar, todos seus posts no twitter e Orkut são sobre o tema.Ela está ansiosa, e passa o dia a imaginando e recriando cenas do acontecimento em sua cabeça.

A escolha da roupa, que se torna um ritual .Como usar o cabelo, que sapato usar já que agora é verão, fazer as unhas, se depilar, por a lingerie combinando no caso de algo acontecer...

São as pequenas grandes coisas que todo tipo de mulher fazem, não importando o estilo e classe social, claro que algumas as tratam com mais intensidade do que outras.

Mesmo repetindo para si mesma, que “ bom é manter a expectativa baixa, as vezes nada acontece como imaginamos” e como é frustrante quando as expectativas não correspondem....Mas como nos falam por ai, que a grandeza dos acontecimentos esta em esperar, aguardar, e todo aquele ritual que o envolve.

E nossa como é bom quando elas ultrapassam nossas linhas criativas de imaginação....

Estes acontecimentos citados acima,se encaixam em diversas ocasiões,na espera do “prete”, na balada do final de semana com as amigas, ou em qualquer busca de divertimento ou acontecimento que fuja de nossas rotinas...

Ou não já que esta magia de recriar e aguardar acontecimentos, é um pouco o que nos move, é funciona muitas vezes como uma “recompensa” para as lutas do dia a dia...

Hoje é quinta, é já estou planejando meu final de semana, aposto que muitos estão fazendo o mesmo para torná-lo mais incrível.



p.s: Dance like nobody is watching.


sábado, 31 de outubro de 2009

Varieties of Women, por R. Crumb

Olá queridas mulherzinhas!

Bom, como o Drink é um espaço pra discutir a feminilidade, com seus contos, causos, confissões e tudo mais, queria trazer pra roda um trabalho de outrem, de um artista muito interessante, mais conhecido no mundo dos quadrinhos, chamado Robert Crumb!

A revista gringa de moda W pediu ao Crumb, ilustrador e quadrinista conhecido por seus trabalhos de teor satírico, que fizesse uma série de desenhos sobre a história das mulheres.

São 15 ilustras no total, que mostram mulheres da época das cavernas até Playmates, incluindo garotas de seu yearbook do colegial. Mas não espere uma visão endeusada do feminino. Aqui não há possibilidades de redenção ou bandeiras feministas, e sim o olhar aguçado e irônico de Crumb. E ponto.

Aqui no Drink tem um gostinho, mas você pode entrar no site da revista para conferir o ensaio na íntegra, é só clicar aqui. Enjoy!


(clique nas imagens para ver em tamanho grande)






quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Ela e o pai estavam na estrada. Ele ao volante, ela no banco do passageiro, puxando conversas, fazendo perguntas para que o pai respondesse e assim não adormecesse ao volante.

Foi uma longa viagem de carro e, depois de seis horas e meia de jornada, estavam chegando ao destino. Ele virou a direita e entrou numa estrada de terra menor. Andaram nela mais uns 15 minutos. Chegaram a um portão de ferro e entraram. Era um lugar lindo, com muito verde, muitas árvores. Alguns jovens estavam sentados por ali, conversando. Pareciam felizes. Pareciam não ter preocupações.

Era aqui que ela iria ficar, estudando no colégio interno.

Logo nos primeiros minutos, foram guiados até o escritório da Preceptora, que entregou-lhe as chaves do quarto que ela dividiria com outras três meninas. Também tirou-lhe os brincos, proibiu-lhe as unhas coloridas e saias, só na altura do joelho. As alças das blusas deveriam ter espessura de dois dedos. Era também proibido qualquer contato físico com o sexo oposto. Além disso, seria obrigatório assistir aos cultos da Igreja, duas vezes ao dia. Enfim, eram as regras.

Saiu do escritório sentindo-se anulada. O pai pouco conforto podia dar-lhe.

Passaram-se os dias e ela começou a se acostumar. Conheceu pessoas e foi aceita. Os meninos olhavam-na com curiosidade e com as meninas ela trocava confidências, histórias e risadas até altas horas da madrugada, quando as luzes já estavam apagadas e todos deveriam estar na cama.

Vagando pelo dormitório feminino e visitando os outros quartos ela conheceu meninas totalmente diferentes umas das outras, únicas. Mas em todos os quartos ela encontrou uma coisa em comum: calcinhas lavadas, de todas as cores, estampas e tamanhos, penduradas a secar.

Agora ela estava aqui sozinha. É...tinha chegado a hora de lavar as próprias calcinhas.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Mulheres

Mulheres tem longos e intensos orgasmos, mas – por escolha ou não – podem resultar em nove meses de progressivo aumento da barriga e no desejo de comer a legítima pamonha de Piracicaba às 4 e meia da manhã.

Mulheres variam o humor entre brava “eu capo esse desgraçado” e triste “existem milhares de filhotinhos com frio e sozinhos no mundo” no mesmo dia, por uma semana ou mais. Mulheres crescem peitos, e depois os carregam pela vida afora amarrando-os junto ao corpo com elásticos apertados e incômodos.

Mulheres se apaixonam, têm tesão, desejo, vontade. Mas tem que esperar o convite para a dança, esperar que percebam os sinais que seu corpo entrega como óbvio, um “sim, pode vim, eu não mordo. Eu também quero”. Chegam a deixar de suportar o ardor de uma depilação para não apressar as coisas, como quem deixa a ponta achocolatada do Cornetto pro fim ou segurando-se por mera convenção de um mundo onde homem é “pegador” e mulher é “biscate”.

Transformam a palavra teimosia em plena convicção em seus argumentos, não arredando o pé mesmo quando sabem que estão muito perto de estarem equivocadas. Podem esquecer a chave de casa a cada saída, mas não esquecem o que aconteceu em maio de 2001 para vencer um argumento. Nunca.

Mulheres picham “o amor é importante, porra” sem nunca terem tocados numa lata de spray na vida. Degustam paixões pueris, platônicas, com plena consciência. Pelo cara do sétimo andar, pelo cachinhos que pega a mesma linha de ônibus.

E mais que tudo, acreditam no amor. Na existência da pessoa certa. No homem do seu anúncio de margarina, encantador como quem ela dedicou cartões coloridos com giz de cera no dia dos pais. Acreditam em instantes de taquicardia por estantes da livraria Cultura, na apresentação do amigo da amiga em um aniversário que foi de última hora, sem um lápis no olho ou com a calça de moletom do sábado a tarde.

- E ai, faltou alguma coisa?
- Ah um pouquinho... Quase tudo.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A Professora

Ela não tinha paciência, mas esperava. Não por opção, pela falta mesmo. Já havia esperado mais que grávida. Não conseguia encontrar mais ninguém que lhe agradasse como mulher. Até admirava alguns homens, embora não os desejasse. Outros desejava sem admiração.

Havia um colega de trabalho cuja tentativa de investir nessa mulher já completava uns três anos. Era um homem interessante pelo intelecto, bonito para umas, feio para outras. Começara a sair com ele pois seus assuntos lhe agradavam, no entanto, preferia conversar a beijá-lo. Alguma coisa naquele homem a incomodava.

Um dia ela me confessou que tinha algo a ver com o cheiro, não que fosse ruim, ela apenas não gostava. Não do perfume, do cheiro da pessoa mesmo, que todo mundo tem. Outro fato que lhe dava certa preguiça era a gentileza exagerada do professor. Ele a respeitava demais, chegava a perder a graça. Não tinha a pegada.

Ela perdia a vontade todas as vezes que saíam juntos. Na verdade, só o queria como amigo, mas nada dizia pois ainda tinha esperanças de se apaixonar. Só lhe restava um fio.