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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Receita de arroz ao molho curry.

Já que escrever não consegui...

Criei uma outra coisa: uma receita!
Ficou uma delícia... Tentem fazer num domingão desses e me contem se deu certo ;)



Receita de arroz ao molho curry:


Arroz com uvas passas:

Doure dois dentes de alho picados, depois doure um pouco o arroz (2 xícaras) junto com o alho. Em seguida, coloque dois copos de água e espere secar... Se o arroz não cozer com dois copos de água, adicione mais um pouco e espere secar outra vez... (Ok, acho que arroz todos sabem fazer hahah).
O importante é: depois que ele estiver pronto, misture com uma boa quantidade de uvas passas.
(Primeiro tu faz o arroz, quando faltar uns 15 minutos pra ele secar, começa a fazer o molho...)


Molho curry:

Primeiro dourar três dentes de alho picados no azeite,

Depois colocar:
  • 3 latas de tomate pelado;
  • 4 cebolinhas em conserva (Hemmer);
  • 2/3 de uma xícara de leite de côco;
  • 1/2 xícara de curry e deixar esquentar durante uns 3 minutos em fogo baixo.

Adicionar:
  • uma pitada de páprica picante;
  • uma pitada de pimenta do reino preta;
  • meia noz moscada ralada;
  • um colherzinha de pimenta calabresa;
  • um colherzinha de mangericão ralado (ou 3 folhinhas in natura);
  • uma pitada de sal.

(tomara que eu não tenha esquecido nada...)

Deixar esquentando durante uns 15 minutos e ir provando, até sentir que está no ponto...
(isso eu fui escrevendo de cabeça, mas aí vocês vão dosando conforme o gosto ;) )

E pronto!.. Rende 6 porções. ;)

Dica:
Fica uma delícia picar umas bananas pra misturar com a comida na hora de comer... E pra quem come carne: dá pra misturar com pedaços de peito de frango fritos ao curry também...

Oh yeah, Enjoy it!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Cansados da rotina, fingem a satisfação, simulam o contentamento, inventam o orgasmo.
Diante de um ideal, rejubilam-se pelo devaneio da perfeição.
Pela vida dita normal, mantêm o domínio da razão e as cicatrizes da consciência.

Para viver, enfim, enlouqueça.

Aprenda com teus erros e, por favor, não espere que alguém te ensine.
Fale, sem esperar que te entendam.
Grite, sem esperar que te ouçam.

Como já lemos antes: cada um sabe o mistério que é viver sob sua própria pele.
Então rasgue, sangre, chore. Para enfim colar, costurar, enxugar.
O ciclo de sentimentos de uma vida corajosamente vivida, num mundo onde viver perdeu seu sentido.



(Outra vez um texto antigo... De junho de 2006. Queria escrever alguma coisa do momento, mas realmente tá corrido. Mil desculpas...)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Respirando tudo o que há a sua volta, ela tenta cuspir para fora. É preciso deixar o ar puro, sufocar-se com toda poluição, e, enfim, filtrá-lo novamente.
Aquela que já tinha esquecido o que era viver daquele jeito, não quer mais viver de outro modo.
De qualquer forma ela muda de ares, mais uma vez.
Deixa parte de si para trás, nunca conseguindo cravar relações que gostaria de conseguir.
Exagero.
Consegue até, tanto que toda essa falta de rotina é escolha própria.
Mas ela exagera. Confundindo-se, outra vez.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Clarice.

Com um saco de pães em suas mãos, caminhando pelo subúrbio de uma cidade grande, Clarice, uma mulher de idade, cabelos tingidos de preto e traços fortes marcados por rugas, observa as pessoas que passam por ela desviando o olhar, sem a encarar, e, às vezes, sem nem notar sua presença. Naquela manhã de domingo, ela saíra para comprar pão, mas distraiu-se ao ver, da porta da padaria, o movimento causado por um jogo de futebol. Parou por um instante e observou as ruas, as toneladas de concreto dos prédios altíssimos, as pessoas que por ali passavam. Lembrou-se da antiga padaria que costumava ficar naquela esquina, com suas paredes pintadas de amarelo e sem as pichações que agora cobrem uma parede azul turquesa. Lembrou-se de quando ainda era possível olhar o horizonte e ver mais do que apenas concreto... Aquela cidade já não era a mesma desde que Clarice completara uns 30 anos. Mas ela, ela não parecia ter evoluído conforme seus passos - que ficaram mais lentos -, nem conforme suas rugas - cada vez mais aparentes. Ela olhou-se de cima à baixo e, se não fosse pelo aspecto enrugado de suas mãos, não perceberia que tanto tempo havia passado. O mesmo tecido de roupas antigas estampa as suas saias, o mesmo sapato que comprara há anos cobre seus pés.
Em vão, Clarice tenta chamar a atenção. Abre um sorriso para um casal de namorados, pára o trânsito ignorando os semáforos, dá um pedaço de pão ao cachorro sujo do mendigo e canta o hino do São Paulo no meio da torcida que marcha pela rua. O casal a ignora, a olha com desprezo e a deixa sorrindo para ela mesma. Os carros, com seus vidros blindados, buzinam sem parar. O cachorro do mendigo abana o rabo para ela, enquanto o mendigo está ocupado demais fazendo contas para ver se suas moedas conseguem pagar mais uma dose de cachaça. E, na euforia da torcida, eles nem sequer reparam a presença de uma velha senhora.
Ela, então, decide voltar para o seu pequeno apartamento e continuar a costurar um casaco para o inverno que se aproxima. Atravessa uma rua – desta vez observando os semáforos – e outra, caminha mais um quarteirão e observa um velhinho manco entre a calçada e uma avenida. Clarice oferece ajuda, os dois atravessam a avenida e ele sorri agradecido. Ela continua ao lado do senhor, até ele entrar num restaurante e sumir - como todas as outras pessoas.
Percebendo que havia passado da entrada de seu prédio, a velha senhora volta alguns quarteirões, acorda o porteiro que dorme, e entra no elevador. Fica olhando os andares a piscar. Um, dois, três, quatro, cinco... Tantos apartamentos num espaço tão pequeno, tantas histórias mal-contadas, tantas vidas desconhecidas vigiadas por olhares alheios. Seis, sete, oito.
Clarice abre a porta, caminha até a sua caixa de costura e percebe que já não sente mais o prazer que sentia antes, quando costurava as roupas do seu já falecido marido. Encontra botões de calças masculinas, tecidos de gravatas coloridas que costumava fazer para ele, e broches para chapéus. Triste, ela olha para a sua aliança – que nunca teve coragem de arrancar dos dedos.
Caminha até a janela e vê, no prédio ao lado, um punk falido que raspa seu moicano e joga pela janela seus cigarros queimados, seus papéis rabiscados, suas garrafas vazias de rum e seus vinis esquecidos. Alguém ali, tão próximo e tão distante dela, decidira mudar de vida. Ao ver isso, Clarice sorri confiante.
Pega sua caixa de costura, abre, e observa que a maioria dos seus objetos remete a uma vida que já não é mais dela. Olha para a sua aliança e, só então, percebe que aquilo já não mais a pertence. Abre a janela sorrindo, deixa o vento bater no seu rosto e joga dali, um a um, todos os objetos que a fazem viver do passado. Enquanto os objetos caem pela sua janela, uma criança que caminha pela rua se assusta, soltando seu balão de gás em forma de um personagem caricato e colorido. O balão viaja às nuvens, passando pela janela de Clarice. A leveza há muito esquecida por ela a embriaga. Como seria maravilhoso voltar a viver... Clarice sorri, mergulhando o seu passado no vazio.

Aline Biz.

Drink entrevista Biza

Idade, onde mora e o que faz?
20 anos blues, morando na cidade da garoa há dois anos e cursando cinema.

Não dá pra não perguntar... Qual seu signo?
Áries com ascendente em Touro: teimosia ao extremo.

Qual seu drink preferido?
Vinho no inverno, cerveja no verão.

Entrada, prato principal ou sobremesa?
No momento... Um mousse de maracujá, por favor.

O que você faz no seu quarto?
Ultimamente, nada. Nem estou dormindo lá, minha cama virou uma canoa...

Profissão ideal?
Direção de fotografia em algum filme surreal, ou fotógrafa do Discovery Channel (Só viajar, viajar...).

Se você fosse um personagem (filme/livro/tv, etc...), qual seria?
Sofia, do Mundo de Sofia.

Qual música você mais gosta de dançar na balada?
Pode parecer chatice, mas sou tímida mesmo... É difícil eu dançar... A não ser em girls nights regadas a muita bebida!.. Nesse caso... MGMT, pra empolgar.

Qual foi a coisa mais absurda que aconteceu quando você extrapolou nos drinks?
Pedir pra minha mãe segurar o meu cabelo, enquanto eu estou com os cotovelos apoiados na privada pensando "putz, passei da conta".

O que você faz e acha ridículo?

Fumo cigarro, por hábito.

Qual o nome do seu alter-ego?
Como já disseram por aqui... "Ela" é o mais perto que chego disso.

Em que cidade do mundo você gostaria/pretende morar?
Wellington ou Tauranga, na Nova Zelândia, ou Amsterdan, ou outras mil cidades...

Quais são as primeiras coisas que você olha num pretendente?
O jeito de olhar.

Quem foi você na encarnação anterior?
Antes alguma coisa me dizia que eu tinha sido a Joana D'arc... Até vir a Carina e dizer que ela também foi.. Oh! Agora estou perdida no mundo!

E quem será que você vai ser na próxima?
Uma borboleta, ou qualquer coisa livre que leve graça ao mundo quase sem querer...