Existem aqueles que adoram o Natal... Reúnem a família inteira, fazem amigo secreto, enchem a cara, comemoram esta data com uma verdadeira farra!
Outros já não gostam do Natal, ficam deprimidos nesta época do ano. Acham tudo um grande comércio (quanto a isso eu até concordo) e interpretam o "espírito natalino" como uma tremenda falsidade.
Eu não me enquadro em nenhum desses tipos de pessoa, mas eu gosto do Natal.
Lá em casa a gente não faz uma grande festa, nem gasta muito dinheiro.
Nesta noite de Natal, o maior investimento foi para os quitutes da ceia. Haja trabalho para a mulherada! Até eu entrei na onda da cozinha.
Depois de tudo pronto, minha mãe leu uma passagem da Bíblia sobre o nascimento de Cristo e fizemos uma oração de agradecimento a Deus por esta data, pela união da nossa família e pelo alimento da ceia.
Pra mim, isso é fundamental na noite de Natal... Pode parecer balela para alguns, mas eu considero esta uma celebração ao AMOR. Se não houver menção ao amor de Deus e da família, não me faz o menor sentido.
Outra coisa que considero fundamental é fazer um brinde! O ato de brindar simboliza a saúde e o fim de conflitos. Não sei explicar por que, mas brindar me transmite muito mais do que isso... Alegria, amizade, fartura... E por aí vai!
Peguem os seus drinks e brindem muito em 2010! Feliz Natal para todos vocês!
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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Bernardete
Quem é esta mulher, com quem estive apenas três vezes na minha vida? Quem é esta mulher, que foi para Angola com a data marcada para casar-se com um homem estranho?
Eu gostaria de ter te conhecido, Bernardete. Gostaria de saber da mulher que tu és, gostaria de ter ouvido as tuas palavras; sábias ou não, amorosas ou não.
Carregaste o meu pai na tua barriga, mas eu nunca pude ser a tua neta. Apenas uma vez nos sentamos na mesma mesa para comer o bacalhau da Consoada. O Pastel de Belém que eu conheço é o da padaria da esquina.
Hoje estás quase no fim da tua vida, teus olhos quase cegos e impedidos de enxergar este mundo, de enxergar os Açores que é a tua terra, ou a Angola que guardas na lembrança, ou o Brasil, a terra dos netos que nunca viste crescer.
Acabamos de chegar neste mundo e logo te veremos partir. Veremos sem ver, sem dar-te um abraço, um adeus.
Gostaria que pudesses me ver agora, que pudesses ver a mulher em que, aos poucos, vou me transformando.
Uma vez me disseram que eu tenho o teu andar, a tua postura. Talvez eu tenha mesmo. Sem dúvida carrego dentro de mim um pedaço de ti, e por isso te digo "Obrigada!"; por isso eu te digo "Eu te amo!".
Eu gostaria de ter te conhecido, Bernardete. Gostaria de saber da mulher que tu és, gostaria de ter ouvido as tuas palavras; sábias ou não, amorosas ou não.
Carregaste o meu pai na tua barriga, mas eu nunca pude ser a tua neta. Apenas uma vez nos sentamos na mesma mesa para comer o bacalhau da Consoada. O Pastel de Belém que eu conheço é o da padaria da esquina.
Hoje estás quase no fim da tua vida, teus olhos quase cegos e impedidos de enxergar este mundo, de enxergar os Açores que é a tua terra, ou a Angola que guardas na lembrança, ou o Brasil, a terra dos netos que nunca viste crescer.
Acabamos de chegar neste mundo e logo te veremos partir. Veremos sem ver, sem dar-te um abraço, um adeus.
Gostaria que pudesses me ver agora, que pudesses ver a mulher em que, aos poucos, vou me transformando.
Uma vez me disseram que eu tenho o teu andar, a tua postura. Talvez eu tenha mesmo. Sem dúvida carrego dentro de mim um pedaço de ti, e por isso te digo "Obrigada!"; por isso eu te digo "Eu te amo!".
(Talvez alguns já conheçam este texto, é antigo, mas ainda gosto dele. Preenche bem este dia que era meu para escrever, mas que não tive tempo de preparar algo novo. Espero que gostem. Um abraço a todos.)
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