Existem aqueles que adoram o Natal... Reúnem a família inteira, fazem amigo secreto, enchem a cara, comemoram esta data com uma verdadeira farra!
Outros já não gostam do Natal, ficam deprimidos nesta época do ano. Acham tudo um grande comércio (quanto a isso eu até concordo) e interpretam o "espírito natalino" como uma tremenda falsidade.
Eu não me enquadro em nenhum desses tipos de pessoa, mas eu gosto do Natal.
Lá em casa a gente não faz uma grande festa, nem gasta muito dinheiro.
Nesta noite de Natal, o maior investimento foi para os quitutes da ceia. Haja trabalho para a mulherada! Até eu entrei na onda da cozinha.
Depois de tudo pronto, minha mãe leu uma passagem da Bíblia sobre o nascimento de Cristo e fizemos uma oração de agradecimento a Deus por esta data, pela união da nossa família e pelo alimento da ceia.
Pra mim, isso é fundamental na noite de Natal... Pode parecer balela para alguns, mas eu considero esta uma celebração ao AMOR. Se não houver menção ao amor de Deus e da família, não me faz o menor sentido.
Outra coisa que considero fundamental é fazer um brinde! O ato de brindar simboliza a saúde e o fim de conflitos. Não sei explicar por que, mas brindar me transmite muito mais do que isso... Alegria, amizade, fartura... E por aí vai!
Peguem os seus drinks e brindem muito em 2010! Feliz Natal para todos vocês!
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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
domingo, 11 de outubro de 2009
NeoVirgindade
E andava pela rua sem freios, pensando o que estava fazendo ali.As luzes estavam apagadas e já era difícil enxergar, e ainda por cima a lente de contato sumira dos olhos, embaçando o resquício de consiciência sobre os atos que já teve um dia.
Ontem mesmo. Ontem mesmo sabia o que fazia. Decidira encontrá-lo numa busca interior, aceitando o que a vida traz, porque, segundo Rosa(guimarães), a dor nunca é maior do que a surpresa.
E foi.
No caminho, entrou para dentro de seu interior profundo e inconsciente.
Assim mesmo, de maneira pleonástica e prolixa.
E errou: a verborragia é o oposto da ideia.
A mente é o oposto do amor.
(Já aí se incomodou.)
Seu corpo, paralelamente, agia.
Sentiu nas profundidades femininas um muco em movimento (não podia parar de andar pois já se atrasava), revestindo pouco a pouco as paredes sagradas da natureza.
Do âmago físico de onde surge a vida, surgiam finas películas de nova proteção.
Sentiu seu coração protegido. (Sentiu?)
Sentiu que podia tudo com aquele que estaria indo encontrar.
E nesse tudo, estavam as coisas simples.
Mas os sentimentos são programados no cérebro, e, de repente, lembrou disso.
A cabeça é cálculo, pensou. Isso tudo são cálculos.
O coração mesmo estava era hibernando, e em seu longíquo sono, sonhou que poderia entregar-se a este novo, e, ah, foi um sonho belo.
E o corpo completou sua tarefa renovadora.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Mulheres
Mulheres tem longos e intensos orgasmos, mas – por escolha ou não – podem resultar em nove meses de progressivo aumento da barriga e no desejo de comer a legítima pamonha de Piracicaba às 4 e meia da manhã.
Mulheres variam o humor entre brava “eu capo esse desgraçado” e triste “existem milhares de filhotinhos com frio e sozinhos no mundo” no mesmo dia, por uma semana ou mais. Mulheres crescem peitos, e depois os carregam pela vida afora amarrando-os junto ao corpo com elásticos apertados e incômodos.
Mulheres se apaixonam, têm tesão, desejo, vontade. Mas tem que esperar o convite para a dança, esperar que percebam os sinais que seu corpo entrega como óbvio, um “sim, pode vim, eu não mordo. Eu também quero”. Chegam a deixar de suportar o ardor de uma depilação para não apressar as coisas, como quem deixa a ponta achocolatada do Cornetto pro fim ou segurando-se por mera convenção de um mundo onde homem é “pegador” e mulher é “biscate”.
Transformam a palavra teimosia em plena convicção em seus argumentos, não arredando o pé mesmo quando sabem que estão muito perto de estarem equivocadas. Podem esquecer a chave de casa a cada saída, mas não esquecem o que aconteceu em maio de 2001 para vencer um argumento. Nunca.
Mulheres picham “o amor é importante, porra” sem nunca terem tocados numa lata de spray na vida. Degustam paixões pueris, platônicas, com plena consciência. Pelo cara do sétimo andar, pelo cachinhos que pega a mesma linha de ônibus.
E mais que tudo, acreditam no amor. Na existência da pessoa certa. No homem do seu anúncio de margarina, encantador como quem ela dedicou cartões coloridos com giz de cera no dia dos pais. Acreditam em instantes de taquicardia por estantes da livraria Cultura, na apresentação do amigo da amiga em um aniversário que foi de última hora, sem um lápis no olho ou com a calça de moletom do sábado a tarde.
- E ai, faltou alguma coisa?
- Ah um pouquinho... Quase tudo.
Mulheres variam o humor entre brava “eu capo esse desgraçado” e triste “existem milhares de filhotinhos com frio e sozinhos no mundo” no mesmo dia, por uma semana ou mais. Mulheres crescem peitos, e depois os carregam pela vida afora amarrando-os junto ao corpo com elásticos apertados e incômodos.
Mulheres se apaixonam, têm tesão, desejo, vontade. Mas tem que esperar o convite para a dança, esperar que percebam os sinais que seu corpo entrega como óbvio, um “sim, pode vim, eu não mordo. Eu também quero”. Chegam a deixar de suportar o ardor de uma depilação para não apressar as coisas, como quem deixa a ponta achocolatada do Cornetto pro fim ou segurando-se por mera convenção de um mundo onde homem é “pegador” e mulher é “biscate”.
Transformam a palavra teimosia em plena convicção em seus argumentos, não arredando o pé mesmo quando sabem que estão muito perto de estarem equivocadas. Podem esquecer a chave de casa a cada saída, mas não esquecem o que aconteceu em maio de 2001 para vencer um argumento. Nunca.
Mulheres picham “o amor é importante, porra” sem nunca terem tocados numa lata de spray na vida. Degustam paixões pueris, platônicas, com plena consciência. Pelo cara do sétimo andar, pelo cachinhos que pega a mesma linha de ônibus.
E mais que tudo, acreditam no amor. Na existência da pessoa certa. No homem do seu anúncio de margarina, encantador como quem ela dedicou cartões coloridos com giz de cera no dia dos pais. Acreditam em instantes de taquicardia por estantes da livraria Cultura, na apresentação do amigo da amiga em um aniversário que foi de última hora, sem um lápis no olho ou com a calça de moletom do sábado a tarde.
- E ai, faltou alguma coisa?
- Ah um pouquinho... Quase tudo.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Bernardete
Quem é esta mulher, com quem estive apenas três vezes na minha vida? Quem é esta mulher, que foi para Angola com a data marcada para casar-se com um homem estranho?
Eu gostaria de ter te conhecido, Bernardete. Gostaria de saber da mulher que tu és, gostaria de ter ouvido as tuas palavras; sábias ou não, amorosas ou não.
Carregaste o meu pai na tua barriga, mas eu nunca pude ser a tua neta. Apenas uma vez nos sentamos na mesma mesa para comer o bacalhau da Consoada. O Pastel de Belém que eu conheço é o da padaria da esquina.
Hoje estás quase no fim da tua vida, teus olhos quase cegos e impedidos de enxergar este mundo, de enxergar os Açores que é a tua terra, ou a Angola que guardas na lembrança, ou o Brasil, a terra dos netos que nunca viste crescer.
Acabamos de chegar neste mundo e logo te veremos partir. Veremos sem ver, sem dar-te um abraço, um adeus.
Gostaria que pudesses me ver agora, que pudesses ver a mulher em que, aos poucos, vou me transformando.
Uma vez me disseram que eu tenho o teu andar, a tua postura. Talvez eu tenha mesmo. Sem dúvida carrego dentro de mim um pedaço de ti, e por isso te digo "Obrigada!"; por isso eu te digo "Eu te amo!".
Eu gostaria de ter te conhecido, Bernardete. Gostaria de saber da mulher que tu és, gostaria de ter ouvido as tuas palavras; sábias ou não, amorosas ou não.
Carregaste o meu pai na tua barriga, mas eu nunca pude ser a tua neta. Apenas uma vez nos sentamos na mesma mesa para comer o bacalhau da Consoada. O Pastel de Belém que eu conheço é o da padaria da esquina.
Hoje estás quase no fim da tua vida, teus olhos quase cegos e impedidos de enxergar este mundo, de enxergar os Açores que é a tua terra, ou a Angola que guardas na lembrança, ou o Brasil, a terra dos netos que nunca viste crescer.
Acabamos de chegar neste mundo e logo te veremos partir. Veremos sem ver, sem dar-te um abraço, um adeus.
Gostaria que pudesses me ver agora, que pudesses ver a mulher em que, aos poucos, vou me transformando.
Uma vez me disseram que eu tenho o teu andar, a tua postura. Talvez eu tenha mesmo. Sem dúvida carrego dentro de mim um pedaço de ti, e por isso te digo "Obrigada!"; por isso eu te digo "Eu te amo!".
(Talvez alguns já conheçam este texto, é antigo, mas ainda gosto dele. Preenche bem este dia que era meu para escrever, mas que não tive tempo de preparar algo novo. Espero que gostem. Um abraço a todos.)
terça-feira, 15 de setembro de 2009
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Começar do zero.
Tenho que descer no próximo ponto e não sei bem pra onde ir.
Não é a primeira vez que me acontece.
Outro dia percebi uma coisa que me prendia.
Doeu um pouco.
Larguei tudo e fui ser ainda maior.
Eu não sei o que fui depois disso.
Agora com a casa vazia eu posso.
Fazer tudo novo como eu nunca soube que quis.
E está ficando lindo!
Não é a primeira vez que me acontece.
Outro dia percebi uma coisa que me prendia.
Doeu um pouco.
Larguei tudo e fui ser ainda maior.
Eu não sei o que fui depois disso.
Agora com a casa vazia eu posso.
Fazer tudo novo como eu nunca soube que quis.
E está ficando lindo!
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